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terça-feira, 3 de junho de 2014
Autor: John Green
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892320946

Sinopse:
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente e reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.


Opinião:
Este era um livro que tinha muita curiosidade em pegar. Essa curiosidade não adveio da capa do livro, da sinopse, do título. Essa curiosidade deveu-se às grandes críticas na blogosfera, pessoas que afirmaram que adoraram este livro, que choraram desalmadamente, que sofreram com as personagens do início ao fim. E foi por essa mesma razão que decidi ler o livro, embora após algum tempo do lançamento deste, após os "ânimos" acalmarem.

Hazel está deprimida. Ela sabe isso, a sua família sabe isso, o seu médico sabe isso. O que eles não sabem é que esta depressão não é por causa do cancro, mas sim por causa do aproximar da morte. Tudo acontece devido ao aproximar da morte e não devido ao cancro, embora Hazel saiba que quem a rodeia não tenha essa noção. De forma a que a filha esteja mais perto de pessoas com os mesmos problemas dela, os pais de Hazel levam-na para um grupo de apoio. Um grupo de apoio que esta acha uma idiotice e cujos sinais de morte estão por todo o lado... Se uma cadeira está vazia, a pessoa morreu. Se esta sobe pelo elevador, há uma grande probabilidade de a próxima cadeira vazia ser a dessa pessoa.

Numa dessas reuniões aparece um rapaz diferente de todos aqueles que Hazel conhece. Esse rapaz chama-se Augustus e embora já tenha tido cancro, conseguira vencê-lo há quase dois anos, estando na reunião apenas para apoiar um amigo que ia dar o passo decisivo na sua luta contra o cancro. Um rapaz que lhe chama a atenção de imediato, sendo que esse sentimento acaba por ser recíproco.

Devo dizer que gostei muito do livro. Embora não me tenha afetado tanto como a muitos leitores (algo que admito que já estava à espera, pois sou daquele género de pessoas que não é tão afetada emocionalmente por autores como Nicholas Sparks e afins), achei este um livro muito sincero e com um pouco de humor negro muito próprio do autor. Os personagens são bem construídos, sendo que acabamos por sofrer e sorrir com eles ao longo de todo o livro. A paixão que têm um pelo outro e pela vida acaba por se traduzir muito bem, especialmente devido ao estado em que Hazel se encontra, a lutar constantemente contra um cancro cuja cura é desconhecida. Neste livro conhecemos imensas personagens secundárias, personagens que nos mostram o lado bom da vida, mas que também comprovam o lado mais obscuro e triste da mesma.

Deste autor apenas li um livro, "À Procura de Alaska", mas os ingredientes são os mesmos e admito que já estava à espera deste final, pois a linha de pensamento do autor é muito parecida entre os dois livros. Embora o assunto acabe por ser distinto, o tipo de personagens que o autor cria é o mesmo e o assunto acaba por terminar de uma forma muito similar, daí já estar à espera do final.

Apesar dessa parecença entre os livros, foi uma história que gostei de acompanhar, um romance querido entre dois adolescentes diferentes mas iguais a muitos outros que existem por todo o mundo. Recomendo.

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