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terça-feira, 26 de agosto de 2014
Autora: Gayle Forman
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 216
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722343183

Sinopse:
Naquela manhã de Fevereiro, quando Mia, uma adolescente de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro depois do pequeno-almoço e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem, Mia, em estado de coma, relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.


Opinião:
Este livro já me chamava a atenção muito antes de ter sido anunciada a sua adaptação cinematográfica, mas admito que esta última foi o verdadeiro empurrão para eu decidir lê-lo. Através de um empréstimo no meu querido grupo de BookCrossing, acabou-me por ser possível realizar a sua leitura e quando este livro me chegou às mãos decidi que o queria ler antes de a sua adaptação sair nas salas de cinema (especialmente visto que eu quero ver este filme).

Mia não podia desejar mais nada na sua vida. Está prestes a ser aceite na universidade dos seus sonhos, tem uns pais que a apoiam a 100%, um irmão que a adora chatear, uma melhor amiga que está sempre lá para a ajudar e um namorado que apesar da recém adquirida fama faz de tudo para estar o máximo de tempo com ela. Mia sabe a sorte que tem de ter esta vida e este apoio, mas o seu mundo muda rapidamente quando, ao decidirem fazer um passeio, um enorme camião vai de encontro ao carro onde viajava, resultando na morte imediata dos pais e no internamento de Mia e do irmão, em estado muito grave.

Inicialmente Mia não percebe o que se passa. Consegue ver imenso caos e destruição à sua volta. O carro onde viajava estava totalmente destruído e via sangue por todo o lado, mas ela estava totalmente ilesa, ou assim pensava até ver o seu corpo cheio de sangue, com parte do músculo e osso à vista e uma respiração tão ténue que inicialmente pensa que está morta. É assim que Mia descobre que devido ao horrível acidente de que fora vítima tinha entrado num coma profundo, um coma que as enfermeiras, continuando a falar com ela como se nada tivesse ocorrido, dizem que apenas ela dita se irá ou não acordar. Apenas ela decide se vale a pena acordar.

Mas com o passar os dias, o choque de Mia (do "fantasma/alma" de Mia), começa a desaparecer e esta começa a pensar se valerá a pena continuar viva ou não. Os seus pais morreram. O seu maninho mais novo também falecera no hospital... Mia sente-se profundamente sozinha, mas é aí que começa a recordar tudo pelo que passou, tudo o que os seus pais lhe ensinaram e em todo o apoio que tem na sala de espera, desde familiares, a amigos e até mesmo o seu namorado que abandonara o trabalho para estar ali ao lado dela.

Esta acaba por ser uma história sobre a vida. Sobre o que esta tem para nos oferecer mesmo quando tudo parece estar perdido. Mia perde grande parte de si naquele acidente. A sua família mais próxima morre e o que era um grupo de 4 acaba por ser apenas uma pessoa. Uma pessoa que estava habituada a chegar a uma casa cheia de vida e com pessoas que adorava. Uma pessoa habituada a ter o apoio dos pais quando se sentia em baixo com a sua carreira musical.

A narrativa deste livro intercala o que está a acontecer naquele momento a Mia, o hospital, o desespero da família, as tentativas dos amigos de a irem ver (apenas familiares próximos eram permitidos) e o passado, as memórias que Mia tinha do tempo passado com os pais, do apoio que estes lhe davam, de como havia começado a namorar com um dos rapazes populares e mais giros da escola sendo ela uma rapariga que passava sempre despercebida.

Acaba por ser uma história muito emocional, pois acaba por representar como a nossa vida pertence a cada um de nós. E apesar de por vezes nada podermos fazer relativamente a determinados obstáculos, nós é que temos que ter a força de vontade para sobrevivermos, para lutarmos e sairmos das piores situações. É um livro que vejo sem dificuldade nenhuma a ser adaptado ao grande ecrã e visto que gosto muito da actriz que fará o papel de Mia (tal como gosto dos atores que fazem de seus pais), terei muita curiosidade em ver esta adaptação mal saia no cinema.

Um livro que recomendo e que, de forma fluída e simples, acaba por narrar uma história profunda e que nos deixa a pensar sobre o significado da palavra sobreviver.

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