Quem sou eu?

A minha fotografia

Anteriormente conhecida como v_crazy_girl, a 30 de Agosto de 2014 essa conta foi apagada, tendo assim decidido criar algo mais pessoal e próprio para o blogue literário de longa data.

Na Mesa de Cabeceira...

Na Mesa de Cabeceira...
"A Química do Amor" de Emily Foster

Passatempo

Passatempo
Resultados!

Seguidores

Com tecnologia do Blogger.

Facebook

Arquivo do Blogue

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Autor: Mitch Cullin
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 272
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898491756

Sinopse:
Corre o ano de 1947, e o nonagenário Sherlock Holmes vive em Inglaterra, numa casa de campo perto da costa. Holmes vive com a sua caseira e o filho desta, o jovem Roger, a quem o desconhecimento da diferença entre abelhas e vespas se revelará fatal.
A rotina decorre entre a solidão pacífica do seu escritório e as abelhas — as «criaturas metódicas» que habitam o seu colmeal —, enquanto tenta lutar diariamente contra os efeitos da idade sobre a sua prodigiosa mente e o receio da perda irreversível das memórias de casos passados.
Eis que surge então um manuscrito inacabado, sobre um caso de há 50 anos que o detetive nunca solucionou e que agora se sente determinado a concluir: Londres, uma mulher bonita com um comportamento instável, um marido irado, um misterioso jardim e uma morte súbita. Holmes embrenha-se na difícil tarefa de reavivar a memória e assim terminar o manuscrito.
Em Sr. Sherlock Holmes, Mitch Cullin revela-nos a experiência de uma mente brilhante ao longo de décadas, que desvendará o mais importante dos mistérios: o da natureza humana.


Opinião:
Comecei a ler este livro por saber que o filme iria sair brevemente. Além disso é um género literário que não costumo ler muito e, como achei engraçada e curiosa a capa, pensei "porque não?". Experimentar coisas novas não custa nada, pois não? Pois, infelizmente a mim custou-me um pouco e de toda a história apenas me consegui prender à relação difícil entre Sherlock e o filho da caseira, um rapaz que adorava Sherlock e fazia de tudo para lhe chamar a atenção.

Muitos anos se passaram desde que Holmes vivera na flor da idade. Agora é uma pessoa idosa e cansada que gosta do sossego da sua casa de campo e tem como suas melhores amigas as abelhas, que cria e que muito o fascinam. Claro que continua a ser conhecido e todos os seus mistérios são falados de boca a boca, apesar de ele próprio admitir que tudo fora muito embelezado pela mente do seu grande companheiro Watson, um homem que tinha um talento nato para a escrita.

Numa das suas arrumações acaba por descobrir um manuscrito inacabado de uma história que se passara há vários anos atrás. Um dos casos que Holmes nunca chegara a resolver, pois é o que o próprio diz, apenas eram publicadas as histórias sobre os casos resolvidos, quem quereria ler sobre casos inacabados? Mas aquele, por alguma razão, chamou-lhe a atenção mesmo passado tantos anos, o que leva a que Holmes volte a pegar-lhe e a tentar descobrir quem fora o assassino.

Neste livro acompanhamos o dia a dia de um grande herói da literatura, um grande detetive cuja memória não é como antigamente. Ao longo de toda a narrativa vemos a diferença que vem com a idade. A memória que não é a mesma, tal como a paciência e a energia. Holmes está constantemente a esquecer-se do que se passa em seu redor. Certos factos que lhe relatam ou escreve-os de imediato ou dali a pouco tempo já não sabe todos os pormenores que lhe tinham referido. Continua apesar de tudo com o seu humor ácido e determinação, apesar de centrar essa determinação nas suas amigas abelhas, um ser que ele considera curioso.

Achei o tema do livro interessante. Pegar num grande herói da literatura e escrever como seria a sua vida após envelhecer. Ficaria como todas as outras pessoas? Ou seria quase tipo super homem e a idade parecia não passar por ele? Essas eram as questões fundamentais e que adorei ler neste livro. A escrita é muito cuidada e temos um discurso mais antigo, o que faz sentido, não estivéssemos a falar de Sherlock Holmes. Tive pena do final, achei-o rápido e fiquei triste com ele. Mas visto nunca ter lido um dos livros originais sobre Sherlock Holmes, não poderei dizer se tal foi propositado, para manter a história perto da original, ou se foi algo próprio do autor. Achei apesar de tudo um livro pouco profundo. Para o material/história que tem o livro é longo (apesar de ser pequeno), mas acho que dava perfeitamente para retirar alguns pensamentos de Holmes do livro e colocar outros mais substanciais, o que daria outra vida totalmente diferente à narrativa.

Um livro que não me marcou especialmente, mas que gostei de ler porque adorei a premissa inicial.

0 devaneios :