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domingo, 19 de junho de 2016
Autora: Margaret Atwood
Editor: Bertrand Editora
Edição ou reimpressão: 2013
Páginas: 320
ISBN: 9789722525770

Sinopse:
Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de Uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo. 
Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril.
Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor.


Opinião:
Este livro veio até mim pelo BookCrossing e admito que inicialmente não dava nada por ele. Tinha curiosidade em lê-lo pela autora, que é extremamente popular e que eu ainda não conhecia e pelas excelentes críticas que li na página desde livro no site do bookcrossing. E tenho que dizer... este livro dá um sentido totalmente diferente à palavra distópia.

Gileade é a antiga América. Há diversos anos atrás uma revolta levara a que o governo do país caísse e agora quem governava era um governo extremista que acreditava que a reprodução era extremamente importante mas apenas para continuar a existência humana e não por uma questão de diversão e sentimentos. Algo que com o passar dos anos se tornou um assunto muito sensível de se abordar, pois inúmeras pessoas começam a nascer estéreis e por mais estranho que parece, apenas as pessoas de classes sociais inferiores são, por vezes, imunes a esse problema.

Defred é uma dessas pessoas. Trabalha, se é que se pode chamar assim, há diversos anos como uma das poucas mulheres férteis que existem em Gileade. Essa característica dá-lhe um certo estatuto que a protege, mas também que a faz tornar-se um ser solitário. Todos a olham de lado, por vezes com nojo devido à sua "tarefa", mas nada lhe podem fazer, pois Defred é extremamente importante devido à sua fertilidade.

O trabalho de Defred é longe de ser prazeroso. Serve como um instrumento para procriação, sendo que quando o seu chefe e dono decide que quer ter a relação de procriação, Defred fica entre o marido e a mulher, sendo que se ficar grávida, esta dádiva apesar de ser dada por Defred, é considerada da esposa da família, sendo a criança dai originada filha do casal e não de Defred, pelas novas leis da comunidade. Defred sabe a sorte que tem por ainda ser fértil mas não consegue deixar de pensar no seu belo passado e em como tinha uma família que adorava mais que tudo. Um marido, uma criança e uma vida ainda no início, prestes a começar... Memórias que se tornam cada vez mais como que uma ilusão.

Não sei bem o que dizer deste livro. Foi um livro que me chocou, mas ao mesmo tempo fascinou. Como já referi, nunca tinha lido nada da autora e como tal não conhecia o género que escrevia nem sabia como era a sua escrita. A leitura deste livro começou por acaso, num acesso de curiosidade da minha parte e que agora acho que foi um bom "acesso de curiosidade", pois gostei imenso do que li e foi sem dúvida uma surpresa agradável (apesar de relatar uma realidade assustadora).

Uma realidade em que em vez de avançarmos, retrocedemos como seres humanos. As classes sociais são mais pronunciadas que nunca, existem pessoas que não são mais do que objetos e procriar é a palavra de ordem. É um livro que demonstra uma realidade assustadora, tudo em prole de religiosos extremistas que conseguiram tomar conta do país. Começamos a ver como as pessoas, que inicialmente lutavam contra tal ordem, começam a "habituar-se" àquele ambiente, sendo como se nunca tivessem conhecido outro, começando a desistir dos esforços para lutar contra aquelas regras...

Um livro que dá um retrato assustador de um futuro que quem sabe poderá acontecer. Descrito do ponto de vista de Defred, vemos como uma mulher livre se acostumara à ideia de estar presa a algo, não se lembrando sequer como era a sua vida antes. Um retrato triste que prende o leitor do início ao fim, pois queremos saber se algo irá mudar na sua vida e o que será esse algo...

Recomendo!

2 devaneios :

mary disse...

Esta escritora deixa-me bastante curiosa... não sei bem por onde começar, mas comprei o Ónix.. espero gostar :)
Como participas no bookcrossing?

* Blog mary red hair *

*Canal mary red hair*

Vanessa Montês disse...

Agora não tenho participado muito, mas praticamente estou inscrita no site e participo em certas atividades no forum português de bookcrossing :)