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terça-feira, 16 de agosto de 2016
Autora: Linete Landim
ISBN: 9789899865129
Edição ou reimpressão: 2014
Editor: Orangecat
Páginas: 340

Sinopse:
Isolada do mundo, fortemente vigiada pela mãe, Rute Bento conhece a vida através dos olhos da progenitora. Margarida Bento preparara a filha para ser a mais dedicada, a mais obediente e pura das noivas, qualidades fortemente apreciadas entre os nobres.
O destino, porém, irá casar Rute com Augusto Faria, um simples médico de província, e deste modo, como num conto de fadas, o plebeu fica com a bela aristocrata.
Como poderá um simples médico fazer feliz uma nobre? Como aceitará a pretensiosa Rute viver sem os luxos da sua classe?
O choque é inevitável, mas uma paixão intensa irá apanhá-los de surpresa.


Opinião:
Depois de ler os livros anteriores queria terminar esta trilogia da melhor forma. E quando li a sinopse e vi que este livro atava as pontas soltas e contava a história de Rute, a filha prodígio que acabara por casar abaixo da sua posição social, afastando-se de tudo o que conhece, queria saber como ela iria reagir com isso. Posso dizer que de história este acabou por ser o livro mais fraco, especialmente devido à maneira de ser e agir de Rute, que me deixava extremamente irritada.

Rute Bento sempre fora a filha favorita. Tinha os melhores vestidos, as melhores amas, as melhores aulas para se tornar numa senhora de um grande aristocrata. A mãe apostara tudo o que tinha nela e não se poupava a custos para a tornar uma senhora exemplar. Mas os planos saem furados quando a sua irmã se torna esposa de um aristocrata e Rute acaba por casar com um médico de uma pequena aldeia, dando um tombo na escala social que nunca pensara ser possível. E como se não bastasse a mãe nada fizera contra quando lhe disseram que bastava ela afastar-se e continuaria a viver uma boa vida.

Desde o início Rute sabe que não ama o marido. Sempre estivera pronta para um casamento de conveniência, mas onde teria todas as condições para ser feliz a realizar festas na sua mansão e a comprar vestidos deslumbrantes. Para onde vai os seus vestidos (até os mais velhos), são demasiado deslumbrantes fazendo com que todos a olhem de lado. As coisas mais simples, como cozinhar e lavar, algo que serviria para ajudar o marido, são bichos de outro mundo para Rute... As únicas pessoas que parece que não a julgam são os pequenos filhos do marido, que adaptam-se a ela de imediato chamando-a inclusive de mãe...

A escrita da autora neste livro iguala muitas autoras internacionais. A melhoria do primeiro livro para este último livro da trilogia é enorme e visível para qualquer pessoa. Mas se por um lado a escrita é muito melhor, admito que esta história foi a que menos me prendeu. Não gostei nada da personalidade de Rute. Habituada a fazer tudo o que a mãe mandava, em vez de aproveitar a libertada por ter casado com um homem que lhe dava uma grande liberdade para fazer o que queria, ficava fechada com medo de agir. Cada passo que dava perguntava ao marido se o podia fazer, o que queria que fizesse, como queria inclusive que pensasse.

Se por um lado compreendo esta maneira de ser, afinal de contas estamos a falar de alguém que não está habituada a fazer e pensar o que quer, por outro achei um exagero. Achei que tornaram a personagem demasiado mecânica e chegado a ser um pouco idiota, quando ela podia ter tanto para dar a este livro!! O marido de Rute de imediato transmite simpatia ao leitor. É uma pessoa sensível, com uma história de vida que inspira, sendo querido e extremamente amoroso com Rute, notando-se claramente que a adora.

Uma trilogia que gostei, sendo esta a história mais fraca e o primeiro livro o que tem a escrita mais fraca, o que demonstra um crescimento da autora. Recomendo!

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